CARTA DE SUPERVISORA À SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Quero aqui expressar, com todo o respeito, a opinião de uma profissional que pensa que a educação pública de boa qualidade é fundamental para o desenvolvimento do país e que, por isto mesmo, tem orgulho de pertencer ao Quadro do Magistério Estadual Paulista. Tenho 15 anos de trabalho na Escola Pública de São Paulo, 11 dos quais em sala de aula e os últimos 04 na Supervisão de Ensino. Tenho lido com muita apreensão algumas matérias que saem nos jornais e na Revista 'Veja' que, a meu ver, têm colocado a maior parte da responsabilidade dos males da educação nos professores e gestores escolares, sem, contudo, fazer uma reflexão mais profunda sobre esta situação.

Concordo que há um número grande de professores sem condição para assumir
Uma sala de aula. Mas há que se perguntar: por que isto acontece? Se a justificativa do fracasso da educação está neste fato, por que aceitar professores tão mal formados? É Triste pensar que boa parte dos professores é formada em cursos que não preenchem os mínimos requisitos para formar bons professores. Não posso deixar de pensar que isto parece uma política muito bem pensada. Professores mal formados formam mal seus alunos e, por isto mesmo, não têm o direito de receber salários dignos de um bom profissional. Os bons profissionais acabam abandonando a carreira, pois não são valorizados tanto financeiramente, como do ponto de vista social. Nem o estado, nem a sociedade respeitam estes profissionais. E como resgatar o respeito perdido perante a sociedade, se toda campanha que o governo e a mídia em geral fazem por uma educação de qualidade, é uma campanha contra os professores, sempre apontados como os grandes culpados pela situação da escola pública?

No entanto, quando alguns de nós afirmamos que é preciso fiscalizar, com mais firmeza, os cursos para que passem a formar professores competentes, lá vem aquela 'baboseira ideológica' (me desculpe por emprestar sua expressão) de que somos um bando de castristas autoritários. Ninguém reclama quando a
vigilância sanitária fecha um estabelecimento que não segue as mínimas regras - afinal é uma questão de saúde pública. Mas quando falamos da necessidade de fiscalizar as instituições de ensino superior e tomar atitudes firmes contra aquelas que formam mal, é uma gritaria geral. Em uma entrevista à 'Veja' a senhora afirma que 'num mundo ideal' fecharia as faculdades de pedagogia porque seus cursos são 'exclusivamente teóricos, sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas' (Veja, 13/02/2008). Na verdade, senhora secretária, uma boa parte dos cursos são vagos mesmo e os alunos não tem aulas de tipo algum, sejam teóricas, sejam práticas.

Penso que qualquer reforma no ensino básico será infrutífera se não acompanhada de uma reforma profunda nos cursos que formam professores. Outra questão reside nas condições de trabalho. Muito tem se falado no exemplo finlandês, especialmente em matérias da 'Veja'. Convenhamos, nenhuma delas explica muito bem a situação dos professores finlandeses, tão citados como Exemplares. Matéria do 'Washington Post', disponível na Internet (Washingtonpost.com, acesso em fevereiro de 2007) e intitulada 'Focus on Schools Helps Finns Build a Showcase Nation', nos fornece dados que possibilitam ver as diferenças entre as condições de trabalho dos professores daqui e da Finlândia. Neste país, a profissão é valorizada, os professores são respeitados pela sociedade e se orgulham de sua profissão. Quase todos são mestres, no mínimo. Será que se formam em cursos vagos, de fim de semana? Cursos reconhecidos pelo Governo e que cresceram exponencialmente a partir dos anos 90? Aqui em São Paulo, até mesmo o Programa 'Bolsa Mestrado' foi suspenso pelo governador José Serra. Na Finlândia, os professores não são horistas; são contratados para trabalhar em uma única escola; têm dedicação exclusiva, tendo tempo para desenvolver
Projetos que favoreçam a aprendizagem. Enfim, são professores-pesquisadores,
Com condições para tal. Aqui, senhora secretária, professor da escola pública é horista e dá até vergonha de dizer quanto vale a hora / aula de um professor. Para compor o salário os OFAs se deslocam de uma escola para outra para completar a carga horária. Muitos efetivos de cargo, para aumentar a renda, acabam acumulando cargo no próprio Estado ou no Município. Isto sem falar naqueles que também atuam em escolas particulares. Em relação a esta questão, outra matéria 'vejiana' afirma que salário não tem relação com qualidade de ensino. Citando a Finlândia, afirma que lá os professores ganham quase o mesmo que a média do salário nacional, enquanto os professores daqui ganham cerca de 50% a mais. Ora, eu gostaria de ganhar um salário igual ao da média nacional, desde que a nossa média nacional fosse igual à da Finlândia. Como os professores de lá, com certeza eu não reclamaria. Como diversos estudos mostram, números são interpretados em função de nossas intenções e visões de mundo. Como educadora e com uma visão diferente da 'vejiana', penso que devemos lutar por um futuro em que a média dos salários daqui possa se comparar à de países que oferecem uma vida mais digna aos seus cidadãos. Aliás, é interessante observar que matéria da própria 'Veja' (Veja São Paulo, de 16/04/2008), mostra que salário tem sim relação com a qualidade de ensino. A matéria nos informa que a média dos salários dos professores das 10 melhores escolas no ENEM 2007 é de R$6.000,00. Há professores que recebem mais de R$ 9.000,00. São professores bem formados, valorizados e com dedicação exclusiva. Sei das dificuldades de se arcar com custos de salários tão altos para os professores das escolas públicas, mas dizer que ganhamos bem e que reclamamos à toa beira é brincadeira de mau gosto, para não dizer que parece um discurso ensaiado e de má fé.

Voltando à Finlândia, lá o sistema é 'rich in staff', como é afirmado na matéria do 'Washington Post'. Há funcionários, psicólogos e especialistas em crianças com necessidades especiais. Já aqui... Lá o sistema seleciona os melhores professores, pois os valoriza. Aqui o sistema contrata professores mal formados exatamente porque não os valoriza. Só quando os professores forem profissionais bem formados, receberem salários dignos de sua profissão e forem respeitados enquanto profissionais é que o Estado terá condições de exigir resultados. Aí sim poderá avaliar e até mesmo criar mecanismos para excluir aqueles professores que não tenham compromisso em sua profissão, tal como na Finlândia ou nas escolas particulares. Do contrário, as avaliações só continuarão a mostrar o fracasso do sistema.

Penso ser urgente pensar nestas questões, pois não adianta cobrar melhora nos resultados de aprendizagem se não há um sistema de contratação de profissionais bem formados, sejam professores, sejam gestores. Concordo que
o problema da má qualidade de ensino não se resolverá apenas com aumento de salário dos professores. Mas os profissionais da educação pública precisam ter seus salários revistos.

Repito: sei das dificuldades de o Estado arcar com uma folha de pagamento alta como das escolas particulares, mas nosso salário está vergonhoso e não acredito que o governo do Estado mais rico da federação não poderia oferecer um pouco mais. Há também outros problemas que precisam ser enfrentados, de fato. Acho no mínimo preocupante quando a senhora afirma, em uma das reportagens (Folha de São Paulo, 25/02/2008), quando questionada sobre as falhas dos governos tucanos' (Covas, Alckmin), que prefere dizer que os problemas atuais são estruturais. Não são falhas de um governo que está aí há anos, não é questão de incompetência. São questões estruturais. No entanto, quando dizemos que muitos dos problemas da escola pública são estruturais (salários baixos, lotação, prédios horrorosos, lousas caindo aos pedaços, falta de laboratórios, violência, indisciplina, etc.) ouvimos que isto é reclamação sem fundamento; que é só saber bem o conteúdo e boas técnicas didático-metodológicas que tudo se resolveria (isto fica bem claro quando lemos o 'Caderno do Gestor' que acompanha a nova 'Proposta Curricular'). Mas quando questionada em uma das reportagens sobre as condições das escolas, a senhora diz que o governo faz o que pode, manda verbas, mas à noite a escola é invadida e roubam os fios. Isto não é contraditório? O governo tem desculpas, não é sua culpa, é da estrutura e dos vândalos que invadem a escola. Agora, quando um professor tem que enfrentar uma classe lotada, sem a mínima estrutura ele tem que se virar.
Não tem desculpas... Em outras palavras: todas as falhas dos governos passados não são falhas ou questão de incompetência, são problemas de estrutura. Mas quando os professores dizem que a estrutura atual do sistema de ensino contribui muito para o fracasso escolar, o governo diz que isto é desculpa, que é 'baboseira ideológica', e que basta ser competente e saber o conteúdo que tudo se resolverá. Voltando à tão citada Finlândia, fica claro que lá os professores são competentes, como se afirma, porque bem formados,
valorizados e com condições estruturais bem melhores que as que temos no Estado de São Paulo.

Portanto, falar em qualidade em salas lotadas, sem condições estruturais satisfatórias e sem professores bem formados (bem diferente do tão falado sistema finlandês), é falar para 'inglês ouvir'. Em suma, uma educação de qualidade reside no tripé salários dignos, condições de trabalho e compromisso profissional. Só quando o Estado pagar salários dignos e fornecer condições para os professores e gestores desenvolverem seu trabalho, poderá selecionar os melhores e até mesmo criar formas de excluir aqueles que não tenham compromisso. Em tempo, senhora secretária: fiz mestrado e doutorado e não ganho o salário que estão dizendo por aí que eu ganho. Muitos de meus colegas me perguntam por que ainda estou na educação
pública ganhando um salário tão baixo que não condiz com a minha formação. Respondo que escolhi isto por acreditar que estou exercendo uma profissão chave para um país que deseja um futuro mais digno; que ainda acredito na educação e que, sim, tenho um compromisso ideológico com a escola pública. Mas a seguir sua visão e a visão 'vejiana' de educação, senhora secretária, isto deve ser mais uma das minhas 'baboseiras ideológicas'.



Profª Drª Clarete - Supervisora de Ensino

 

 

 

MP entrará com ação de dissídio para professores do Estado de São Paulo

MP entrará com ação de dissídio para professores do Estado de São Paulo

A Secretaria de Educação de São Paulo não mandou representante à audiência de mediação com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), convocada para hoje de manhã pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-SP). A procuradora Oksana Boldo entendeu a falta como omissão e decidiu, então, dar entrada em ação de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na terça-feira, para resolver o impasse. Os professores estão em greve desde o dia 16 e decidem hoje, na Avenida Paulista, na região central da capital paulista, se mantêm ou não o movimento.

A secretaria informou, via assessoria de imprensa, que não enviou representante à audiência por não ter poder de negociar sozinha reajustes salariais. Esclareceu que os aumentos são definidos em conselho, com as secretarias de Fazenda e Gestão. Informou ainda que a convocação deveria ter sido feita à Procuradoria Geral do Estado, que representa os órgãos do governo perante à Justiça. Por fim, a secretaria informou que tem mantido o diálogo com os sindicalistas.

O presidente do Apeoesp, Carlos Ramiro, considerou a atitude da secretaria "falta de respeito". Na assembléia de hoje, ele acredita que a greve será mantida. "A proposta da Secretaria não nos contempla", afirmou.
RESPOSTA DO OMBUDSMAN FOLHA SP SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES
 
----- Original Message -----
From: ombudsma@uol.com.br
To: adilson
Cc: ombconfirmado@folhasp.com.br
Sent: Monday, June 23, 2008 5:45 PM
Subject: OMBUDSMAN FOLHA SP

Caro Sr. Adilson:

 

Obrigado pelos seus comentários, que estou encaminhando parao colunista para que ele lhe responda. A coluna transmite a opinião individual dele, não do jornal. A minha opinião individual, que transmiti na coluna do ombudsman de ontem, é que a Folha vem cobrindo muito mal a greve dos professores e a situação do ensino público em São Paulo e no Brasil.

 

Até onde eu sei, nenhuma matéria é paga na Folha, a não ser os informes publicitários devidamente identificados assim.

 

Um abraço,



Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsman - Folha de S.Paulo
Al. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar
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[Lista PJ] Igreja apóia medida que impede privatização do acess o à água no PR

 

Igreja apóia medida que impede privatização do acesso à água no PR - 18/06/2008 18:27:39

 

 

Frei Leonardo Boff, o bispo emérito de Goiás, dom Tomás Balduíno, o arcebispo de Curitiba, dom Moacir Vitti, o bispo diocesano de São José dos Pinhais, dom Ladislau Biernaski, e o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastor Carlos Moller, apóiam a aprovação em primeira votação da Proposta de Emenda Constitucional que determina que o acesso à água seja serviço prestado apenas por empresas públicas.

“O Paraná foi corajoso e será referência para outros estados assumirem essa luta”, disse Boff. “É uma decisão sábia que vai de encontro com a própria natureza da água, que é um bem natural, vital e comum. Quem tem a gestão do bem comum é o bem público, e não o privado”, acrescentou. Segundo Boff, a água não pode virar mercadoria, porque a vida não é um bem comercializável. “Cabe ao Estado garantir que a água seja tratada conforme sua natureza, e não permitir que ela se torne uma commodity do mercado”, reforçou.

“No mundo todo, há uma corrida pela privatização da água, pois quem controla a água controla a vida, e quem controla a vida tem poder. Acho que o Paraná está de parabéns, pois vai contra a corrente dominada pelo neoliberalismo e pelo mercado, que mercantiliza tudo, inclusive a vida. Isso é a segregação dos direitos humanos e a perversão da economia, que é um meio para vida, e não o fim”, disse Boff.

“Esta medida é uma iniciativa de caráter humano, porque o acesso à água é um direito humano, e não uma mercadoria. A tendência do modelo neoliberal é privatizar a água para que ela se torne mercadoria, fonte de lucro. A única forma correta de levar água à população é por um órgão público”, afirmou dom Tomás Balduíno, também conselheiro da Comissão Pastoral da Terra da CNBB.

“Evidentemente, o governo tem de cobrar pelo serviço porque ele envolve gastos. Mas, se o serviço for feito por empresa privada, ela ainda deve gerar lucro, e os mais pobres serão obrigados a se privar de água tratada porque não terão como pagar. O Paraná deve ser tomado como exemplo para outros estados”, disse Balduíno. Ele fez questão de lembrar que, na Bolívia, a gestão da água por empresas privadas motivou a derrubada de um governo. “As empresas querem lucrar com um bem comum e vital para o povo”, finalizou.

O pastor Carlos Moller ressaltou que a Igreja defende a água como direito humano e bem público. “A decisão dos deputados do Paraná segue essa orientação de gerir água para todos e impedir que ela seja privatizada. Ela é muito bem-vinda, e reforça o compromisso de colocar a água na boca de todos, e não nos bolsos de alguns”, apontou.

“Como seres humanos, não podemos ficar alheios às dificuldades que muitas pessoas tem de obter água de boa qualidade. Devemos apoiar decisões governamentais que colocam a água no seu devido lugar, como esta no Paraná. Precisamos de órgãos que públicos conscientes e de esforços que possamos empreender juntos para o acesso a água de qualidade”, completou Moller.

Dom Moacir Vitti acredita que a água, um bem público, deve ser protegida pelo Estado, que tem a responsabilidade de zelar pelo povo e, por isso, pelo bem comum. “Todos têm direito de usar a água, de ter água para aquilo que é necessário em sua vida”, disse ele, que é integrante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O arcebispo lembrou do risco de exploração e monopólio quando a gestão da água é feita por empresas particulares. “É uma exploração causar falta de água a tantas pessoas que delam precisam. Isso é uma injustiça, ainda mais no Brasil, um país que tem água em abundância”, completou.

“A decisão é boa. Se o Estado cumprir seu dever de trabalhar para o bem comum, ele é o que melhor pode gerir a água e não deixar que ela seja inacessível para os pobres”, disse dom Ladislau Biernaski. “De certas coisas só o Estado deve cuidar, sobretudo o que se refere ao bem comum, caso da água”, argumentou.

 

Fonte: http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=38618


[Lista PJ] Sugestão de leitura: Artigo interesante
UOL
 Militarização da fé

Os símbolos falam mais que muitas palavras. Carregada de peso simbólico, a cruz é utilizada por diferentes religiões desde os tempos mais antigos. Aos cristãos, lembra sofrimento e morte. Por outro lado, aponta para a ressurreição. A espada é uma arma de guerra que também se transformou em símbolo. Os judeus costumavam usar a cruz como recurso de pena máxima. Jesus sofreu essa condenação. Os romanos, por sua vez, privilegiavam a espada. Paulo, o discípulo do crucificado, foi assim decapitado.

Na história do cristianismo, cruz e espada estiveram juntas em diversas ocasiões, produzindo resultados trágicos. As Cruzadas Medievais, por exemplo, ocorridas entre 1096 e 1271, foram expedições militarizadas organizadas pelo papado com o objetivo de combater os inimigos do cristianismo e libertar a Terra Santa do domínio muçulmano. Os adeptos das Cruzadas eram identificados com uma cruz vermelha estampada em suas vestes. Na Guerra Santa, muito sangue foi derramado.

No período da colonização do Brasil, o Império trouxe os jesuítas, que se encarregaram de apresentar a cruz cristã aos povos indígenas. Os colonizadores subjugaram os nativos, utilizando o poder político (coroa), o poder religioso (cruz) e o poder militar (espada). O extermínio de indígenas, a exploração e a expropriação de recursos naturais foram incontáveis. Nesse contexto de conquista nasceu a cidade de São Paulo em 1554, juntamente com a implantação da Igreja católica. Em junho de 1908 foi instaurada a Arquidiocese.

Para registrar um século de história, a Arquidiocese realizou diversas atividades. O encerramento das comemorações deu-se com uma celebração solene dia 08 de junho no estádio do Pacaembu. Cerca de 30 mil pessoas compareceram ao evento. A Igreja na metrópole é constituída por múltiplas comunidades, pastorais, organismos, movimentos, grupos, etc. Contudo, isso praticamente não foi considerado.

O grande destaque da celebração ficou por conta dos Arautos do Evangelho, numa clássica demonstração das tendências conservadoras que emergem cada vez mais fortes. Cerca de 8 mil Arautos (homens e mulheres de todas as idades) armaram trincheira em volta do campo, no altar e nas arquibancadas. Posicionaram-se estrategicamente em todo o estádio, de modo que não era possível fotografar o povo durante toda a cerimônia sem que aparecessem.

Os Arautos do Evangelho são uma associação religiosa privada, dissidente da TFP (Tradição, Família e Propriedade), autorizada pelo papa João Paulo II em 2002. Estão espalhados em mais de 60 países. Tendo na cintura uma corrente de ferro, identificam-se como "escravos de Jesus através de Maria". Pendente desta corrente está o rosário. Seu hábito é uma túnica branca guarnecida de um escapulário marrom que ostenta uma cruz em forma de espada.

Não por acaso, com esta marca emblemática foram convidados a carregar de forma olímpica a imagem de São Paulo. Com pompa e incenso, o santo – tendo a espada do seu martírio na mão – foi entronizado como patrono da Arquidiocese. Ao mesmo tempo, Santa Ana, mulher quase invisível do Antigo Testamento, até agora patrona da Arquidiocese foi, automaticamente “destronada”. Nem lhe foi concedido ficar ao lado do homem São Paulo para a honra dos altares.

Aquilo que era para ser uma celebração da vida da Igreja – que sempre evangelizou entre luzes e sombras – tornou-se um evento de holofote único, típico da sociedade do espetáculo. A ordem, a disciplina e o formalismo foram ressaltados sob a força do poder simbólico. É lamentável que um ato religioso com o objetivo de fazer memória do centenário tenha acabado por dar tanta visibilidade a um único grupo surgido há apenas 6 anos.

A forte carga triunfalista e ritualista praticamente ignorou todo o trabalho pastoral realizado nas comunidades e paróquias da cidade. As Comunidades Eclesiais de Base, os mártires da caminhada, os grupos de Direitos Humanos, os povos indígenas e afro-descendentes sequer foram mencionados. Muito se exaltou a hierarquia e as autoridades civis e militares. Associando o triunfalismo eclesial com o “militarismo da fé”, reforçou-se um modelo de Igreja piramidal, distante do conceito de Igreja Povo de Deus tão caro ao Concílio Vaticano II. A menção aos pobres, tratados como “pobrezinhos” ficou restrita à coleta para a construção de um templo religioso na Favela de Heliópolis.

Esperávamos uma celebração que contemplasse todas as forças vivas da Igreja; que comemorasse de maneira ampla a histórica caminhada do povo católico; que retratasse as contraditórias realidades desta cidade, onde, mesmo assim, Deus habita. Que revelasse a Igreja inserida na sociedade plural, com vocação e missão profética. Uma Igreja com opção preferencial pelos pobres. Uma Igreja discípula missionária comprometida com a construção de um mundo justo e solidário, sinal do Reino de Deus.

Em última análise, o ato dá sustentação à lógica neoliberal. Como afirmava Marx, hoje vivemos uma "guerra de todos contra todos", caracterizada pelo modo capitalista de produção e pelo individualismo crescente. Do mesmo modo que o sistema assume novas formas e adota novas estratégias, a espada se moderniza e reconfigura. Porém, o saldo é sempre danoso: dominação, exclusão, violência e morte. É preciso reafirmar: nosso inimigo maior são os totalitarismos e fundamentalismos. Esse pensamento único atinge as estruturas sociais, econômicas, culturais, religiosas etc. É perverso, muitas vezes fazendo questão de se legitimar pela via do sagrado.

E os fiéis presentes no Pacaembu? Em geral, rezaram, festejaram, ouviram tudo e comungaram o Corpo e Sangue de Cristo. Foram motivados a vivenciar com renovada esperança o início do segundo centenário. Muitos também saíram frustrados com o modelo eclesial apresentado, uma vez que nem mesmo esteve sintonizado com a mensagem enviada pelo Papa: “Possa esta significativa celebração animar todas as forças vivas desta Igreja local para um marcante protagonismo evangelizador”. Ocorre que a militarização da fé e a privatização religiosa não condizem com o verdadeiro sentido do cristianismo, nem com uma Igreja que deseja viver a comunhão e participação.

Dirceu Benincá, doutorando em Ciências Sociais - PUC/SP.

Jaime Carlos Patias, mestre em Comunicação.

JAMELÃO- No dia 12 de maio eu comemorei seus 95 anos neste blog hoje lamento sua morte- Descanse em Paz Querido Jamelão

 

"Seu Jamelão, posso lhe dar um beijo na bochecha?" De uma fã, na saída do show do Canecão, no Rio, para o cantor Jamelão (citada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo)

"Não! Não sei onde você andou com essa boca!"

Jamelão, o cantor mangueirense conhecido pelo mau humor

"Há quem goste das magras e há quem goste das gordas. Eu gosto de todas."

Jamelão, sobre Gisele Bündchen - Revista Veja, 2 de julho de 2005

"Não sou puxador. Não puxo carro, não puxo droga, nem puxo saco de ninguém. Eu sou é intérprete de samba-enredo!"

Declaração de Jamelão que fez com que os intérpretes das escolas de samba deixassem de ser denominados "puxadores"

“Já vivi muito, estou no lucro. Quero é que o mundo acabe em melado para eu morrer doce”

Jamelão, 91 anos, intérprete de samba da Mangueira

Fonte: Revista Isto É! de 28/12/2005

 

Jamelão, pseudônimo de José Bispo Clementino dos Santos (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913) é um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira

Nasceu no bairro de São Cristóvão e depois se mudou com os pais para o Engenho Novo, onde passou a maior parte de sua juventude. Foi lá que começou a trabalhar para ajudar a sustentar a família com sua irmã e mais dois irmãos, pois seu pai havia se separado de sua mãe. Daí começou sua paixão pela Mangueira onde foi levado por um amigo mais que músico um artista.

Trabalhou numa fábrica de borracha também no Engenho Novo, e ali começou a sair na noite com um outro amigo e a conhecer muitas músicas num lugar chamado "Eldorado" aonde começou a se envolver na música e a cantá-la.

Foi "corista" de Francisco Alves e numa noite tomou o lugar do mesmo para defender a canção de Herivelto Martins. Sua primeira gravadora foi a Odeon e depois a Companhia brasileira de discos.

Em 1960 lançou várias músicas de sua autoria e de sua mulher Ferreira Santos, principalmente com a música "Fechei a porta", que fez muito sucesso. Em Itapoã na Bahia, juntamente com um amigo acabaram se encontraram com outro e eles lhe deram algumas idéias, daí ficou com uma canção na cabeça, e voltando ao Rio de Janeiro armou uma música "Quem samba fica" em homenagem aquela viagem a Bahia

Regravou samba-canção de Ari Barroso, "Folha morta", e acabou fazendo um novo disco a pedido de Braguinha. Com Lupicínio Rodrigues gravou dois discos, principalmente com a música "Nunca".

A partir de 1950 fez vários samdas-enredos para a Mangueira, o que faz até hoje, mas três músicas em especial são para Jamelão os melhores samba-enredos da escola de samba, "Cântico a Natureza", "o mundo encantado de Monteiro Lobato" e "Caymi mostra ao mundo o que a Magueira tem".

 

 

Celebração Eucarística - Centenário da Imigração Japonesa no Brasil
[Rede Minka] Convocação: Direitos Humanos

COMITÊ ESTADUAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS - SP

Fórum de natureza consultiva e propositiva, instância estadual vinculada ao Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, não dotado de personalidade jurídica e voltado à formulação e implementação de políticas públicas de Educação em Direitos Humanos no âmbito do Estado de São Paulo.

 

 

 

 

 

CONVOCAÇÃO

 

O Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, convoca-lhe para participar da Assembléia Geral Extraordinária, que se realizará no dia 13/06/2008, no AUDITÓRIO DA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA USP, em primeira chamada às 15h e em segunda às 15h30.

 

Segue a pauta:

 

Power-Point Sobre Direitos Humanos Em Educação;

Breve Avaliação da 1ª Audiência Publica de Embu das Artes;

  Agenda das Próximas Audiências;

  Eleição da Executiva do CEEDH-SP.

 

Sem mais,

FIORI GIGLIOTTI
UOL

 

Fiori Gigliotti (Barra Bonita, 27 de setembro de 1928 — São Paulo, 8 de junho de 2006) foi um radialista e locutor esportivo brasileiro.

Em sua longa carreira, Fiori Gigliotti narrou partidas de dez Copas do Mundo de futebol, mas sempre dizia que o maior jogo a qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinetal de 1962. Em declaração recente, contou um entrevero que teve com o técnico Telê Santana na Copa do Mundo de 1982. Fiori teria cobrado o treinador pelo fato dele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê teria respondido que o locutor já estava velho.

Celebrizou frases como "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa..." (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Agüenta coração!", "Crepúsculo de jogo" e "Torcida brasileira".

Recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 nas rádios: Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana, Rádio Tupi e Rádio Record. Atualmente estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital, de São Paulo.

No fim de 2005 recebeu a "Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico" da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse: "Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver".

Fiori escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.

Na partida de estréia da Copa do Mundo de 2006, em homenagem ao "mestre Fiori", um dia após sua morte, Galvão Bueno iniciou a transmissão, pela TV Globo, com a inesquecível frase do grande Fiori, "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo".

    

08 de junho na história

 

68 - Galba é declarado imperador pelo Senado romano.

452 - Átila invade a Itália.

536 - São Silvério se torna Papa (data provável).

570 - Em Meca é fundado o Islã.

1191 - Ricardo Coração de Leão chega a Terra Santa para sua cruzada.

1624 - Um terremoto atinge o Peru.

1706 – Uma carta régia ordena sequestrar a primeira tipografia do Brasil, instalada em Recife.

1769 - Alvará que cria uma fábrica de louça fina em Lisboa.

1868 - O barco Le Puebla é o primeiro a utilizar petróleo como combustível para a navegação a vapor, no Rio Sena.

1883 - Convenção de Marsa. A França reafirma as cláusulas do Tratado do Bardo e o seu protectorado sobre a Tunísia.

1887 - Patenteado o sistema de leitura de cartões criado por Herman Hollerith.

1917 - I Guerra Mundial: tropas dos Estados Unidos da América desembarcam em Liverpool.

1928 - Inicia em Genebra a Conferência Internacional do Trabalho.

1941 - II Guerra Mundial: tropas francesas e britânicas invadem a Síria.

1949 - Lançado o livro 1984 (livro) de George Orwell.

1959 - Realizada a primeira (e única) entrega do míssil-correio.

1968 - James Earl Ray é preso pelo assassinato de Martin Luther King Jr.

1982 - Um avião Boeing 727 que fazia o Vôo VASP 168 colide com uma colina pouco antes de pousar em Fortaleza.

1982 – Luis Dalle, bispo de Ayaviri, Peru, ameaçado de morte pela sua opção pelos pobres, morre em “acidente” provocado nunca esclarecido.

1986 - Kurt Waldheim, ex-Secretário-geral das Nações Unidas, é eleito presidente da Áustria.

1992 - É celebrado o primeiro Dia Mundial dos Oceanos coincidindo com a ECO-92 que ocorria no Rio de Janeiro.

2004 - Ocorre o primeiro Trânsito de Vênus pelo Sol do milênio.

2006 - Morre Fiori Gigliotti, radialista esportivo brasileiro (n. 1928),

 

2007 - Ocorre o 28º lançamento do ônibus espacial Atlantis.

 

Dia Mundial dos Oceanos.

Dia do Citricultor - Evento brasileiro.

Leitura do dia – Os 6,3-6/ Sl 49/ Rm 4, 18-25/ Mt 9, 9-13.

As informaçãoes são da : http://latinoamericana.org

                                          http://pt.wikipedia.org

                                        

"É melhor tentar e falhar, do que se preocupar e ver a vida passar;
é melhor tentar ainda que em vão, do que se sentar fazendo nada até o final;
prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder;
prefiro ser feliz embora louco, que 
 em dias tristes em casa me esconder;
prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."
(Martin Luther King)

3ª Edição do Ofício Divino da Juventude
Confiram, em anexo, a divulgação da 3ª Edição do Ofício Divino da Juventude!
 
 
Gardene Leão de Castro Mendes
Assessoria de Comunicação
Casa da Juventude
(62) 4009-0339
www.casadajuventude.org.br


60 ANOS - MENSAGEM PESSOAL

É com muita alegria que amanheci neste dia. Hoje minha Mãe completa 60 anos de idade. Deixo aqui, de forma pública minha homenagem àquela que é meu alicerce em toda minha vida. Meus pais são os responsáveis por todo o meu sucesso profissional e pessoal. Deixo aqui a minha demonstração pública de afeto à minha Mãe. Parabéns Mãe e obriogado poor tudo que és em minha vida!!!

 

Adilson Ferreira

[Rede Minka] Concurso escolherá melhor cartaz sobre os 60 Anos da Declaração dos Direitos Humanos

 

Secretaria Especial dos Direitos Humanos

 Presidência da República

   

Concurso escolherá melhor cartaz sobre os 60 Anos da Declaração dos Direitos Humanos

 

Estimular a criação artística e, por meio desta, disseminar os direitos fundamentais  da Declaração Universal dos Direitos Humanos entre os brasileiros. Esse é o principal objetivo do Concurso Nacional de Cartaz Alusivo aos 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovido pela da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).  A Declaração completa 60 anos no dia 10 de dezembro.


“A iniciativa faz parte da campanha de comemoração dos 60 anos e por meio dela a SEDH pretende proporcionar a discussão do tema e a sua popularização”, explica Carla Fernanda Silva. Segundo ela, a decisão de realizar o trabalho é fazer com que a Declaração esteja sempre na mente das pessoas. “É importante ressaltar que por meio do ensino e da educação é possível promover o respeito aos direitos e liberdades de cada indivíduo”, avalia.

O concurso faz parte do projeto “Educação em Direitos Humanos: Construindo uma Cultura de Respeito à Democracia e à Justiça, desenvolvido em parceria com a Unesco. A inscrição é gratuita e o prazo para a entrega das propostas vai até 13 de junho de 2008. Serão distribuídos R$ 15 mil em prêmios, sendo R$ 10 mil somente para o primeiro colocado. O regulamento completo está no site da SEDH: http://www.planalto.gov.br/sedh/

 

Mais informações:
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Telefones: (55 61)  3429-9805 / 3429-3732
 

[Lista PJ] Pastoral da Juventude deve incid ir na vida dos/as jovens do país

Pastoral da Juventude deve incidir na vida dos jovens do país

E atuar também junto àqueles que não estão inseridos na Igreja, diz bispo.

BRASÍLIA, segunda-feira, 26 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Pastoral da Juventude deve-se fortalecer no Brasil e ter uma incidência maior na vida dos jovens do país.

Foi o que pediu esse final de semana Dom José Luiz Bertanha, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na 15ª Assembléia Nacional da Pastoral da Juventude, realizada em Brasília.

O evento, que acontece a cada três anos, reuniu 70 delegados responsáveis por pastorais da juventude em diferentes regiões do país.

De acordo com o bispo, o documento 85 da CNBB --Evangelização da Juventude, publicado no ano passado pelo organismo episcopal-- «é uma fonte inspiradora e um espelho para os jovens espalhados por todo o Brasil».

Dom José Bertanha destacou --segundo refere a Sala de Imprensa da CNBB-- que as pastorais da juventude têm o grande desafio de se fazerem presentes junto à juventude que está por todo o país, «principalmente junto àqueles que não estão inseridos na Igreja».

Já Dom Eduardo Pinheiro, bispo referencial do Setor Juventude na CNBB, afirmou que há uma grande expectativa dos bispos do Brasil em «resgatar um trabalho qualificado com a juventude e suas diversas organizações».

«Sem o rosto jovem, certamente a Igreja não conseguiria realizar sua missão», comentou o prelado, citando palavras de Bento XVI aos jovens no estádio Pacaembu (São Paulo), em maio de 2007.

Prioridades

Os delegados em assembléia da Pastoral da Juventude aprovaram nesse final de semana seis causas comuns a serem assumidas pela rede de apostolado.

As pastorais da juventude em todo o país irão trabalhar, no âmbito da pessoa, «ser jovem e o projeto de vida do jovem»; no âmbito da comunidade, «um novo jeito de ser Igreja e o fortalecimento das PJs» e no âmbito da sociedade, «novo modelo de sociedade e combate à violência contra a juventude».

De acordo com Dom Eduardo Pinheiro, a eleição dessas diretrizes reflete o esforço das pastorais da juventude de caminharem unidas.

«Alegrei-me porque percebi, nesta assembléia, que há harmonia e unidade no desejo das várias PJs, especialmente quanto ao progresso de sua caminhada», disse.

Fonte: http://www.zenit.org/article-18536?l=portuguese

[Lista PJ] 15ª Assembléia da PJB ressalta im portância da juventude para Igreja

Assembléia ressalta importância da juventude para Igreja
segunda: 26 de maio de 2008

 

No final de semana, de 22 a 25, a Pastoral da Juventude do Brasil (PJB) realizou sua 15ª Assembléia Nacional, evento que acontece de três em três anos e reúne a Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). Participaram 70 delegados, sendo 16 de cada PJ específica e cinco secretários das PJs dos regionais;  o secretário nacional da PJB, Silvano Silvero; o assessor do Setor Juventude da CNBB, padre Gisley Gomes; o bispo referencial do Setor Juventude, dom Eduardo Pinheiro e o bispo diocesano de Registro (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom José Luiz Bertanha.

Um dos pontos tratados na assembléia foi a importância da juventude para a Igreja. "O documento 85 da CNBB, Evangelização da Juventude, é uma fonte inspiradora e um espelho para os jovens espalhados por todo o Brasil", disse dom José Bertanha. Ele lembrou que as pastorais da juventude têm o grande desafio de se fazerem presentes junto à juventude que está por todo o país, "principalmente junto àqueles que não estão inseridos na Igreja".

Já dom Eduardo Pinheiro disse que a "PJB é filha da CNBB" e que há uma grande expectativa dos bispos do Brasil em "resgatar um trabalho qualificado com a juventude brasileira e suas diversas organizações, inclusive com a PJB". O bispo lembrou ainda que a Igreja sem o rosto jovem é uma Igreja desconfigurada. "Sem o rosto jovem, certamente, a Igreja não conseguiria realizar sua missão", afirmou citando as palavras que o papa Bento XVI proferiu aos jovens no estádio Pacaembu, em maio do ano passado.

www.cnbb.org.br - Fonte


VICTOR HUGO
UOL

"Deus abençoa o homem, não por o ter encontrado, mas por havê-lo buscado."

"Deus é o invísivel evidente."

"Vivem somente os que lutam."

"O belo é tão útil quanto o útil. Talvez até mais."

"Os infelizes sao ingratos; isso faz parte da infelicidade deles."

- Fonte: "Histoire d'un Crime" (1877)

 Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885) foi um escritor e poeta francês de grande atuação política em seu país.

É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.

Filho de Joseph Hugo e de Sophie Trébuchet, nasceu em Besançon, no Doubs, mas passou a infância em Paris. Estadas em Nápoles e na Espanha acabaram por influenciar profundamente sua obra. Funda com os seus irmãos em 1819 uma revista, o Conservateur littéraire (Conservador literário), que já chama a atenção para o seu talento. No mesmo ano, ganha o concurso da Académie des Jeux Floraux.

O seu primeiro recolhimento de poemas, Odes, é publicado em 1822: tem então vinte anos.

Com Cromwell, publicado em 1827, alcança o sucesso. No prefácio deste drama em versos, que não foi encenado enquanto esteve vivo, opõe-se às convenções clássicas, em especial à unidade de tempo e à unidade de lugar.

Tem, até uma idade avançada, diversas amantes, sendo a mais famosa Juliette Drouet, atriz sem talento que lhe dedica a sua vida, e a quem ele escreve numerosos poemas. Ambos passavam juntos o aniversário do seu encontro e preenchiam, nesta ocasião, ano após ano, um caderno comum que nomeavam o Livro do aniversário.

Criado por sua mãe no espírito da monarquia, acaba por se convencer, pouco a pouco, do interesse da democracia ("Cresci", escreve num poema onde se justifica). A sua idéia é que "onde o conhecimento está apenas num homem, a monarquia se impõe." "Onde está num grupo de homens, deve fazer lugar à aristocracia. E quando todos têm acesso às luzes do saber, então vem o tempo da democracia".

Tendo se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária, é eleito deputado da Segunda República em 1848, e apóia a candidatura do "príncipe Louis-Napoléon".

Exila-se após o golpe de Estado de 2 de Dezembro de 1851, que condena vigorosamente por razões morais em "Histoire d'un crime".

Durante o Segundo Império, em oposição a Napoléon III, vive em exílio em Jersey, Guernsey e Bruxelas. É um dos únicos proscritos a recusar a anistia decidida algum tempo depois: « Et s'il n'en reste qu'un, je serai celui-là » ("e se sobra apenas um, serei eu").

A morte da sua filha, Leopoldina, deixou-o a tal ponto desamparado que se deixa tentar, na sua lembrança, por experiências espíritas relatadas numa obra diferente nomeada "Les tables tournantes de Jersey".

De acordo com seu último desejo, seu corpo é depositado em um caixão humilde que é enterrado no Panthéon.

Tendo ficado vários dias exposto sob o Arco do Triunfo, estima-se que 1 milhão de pessoas vieram lhe prestar uma última homenagem.

1176 - Os Hashshashin (assassinos) tentam matar Saladino próximo de Alepo

1455 – Guerra das Rosas – Primeira Batalha de St. Albans: Vitória do partido de York; Ricardo, Duque de York regressa à corte e é nomeado sucessor de Henrique VI, em prejuízo de Eduardo de Westminster

1671 - É outorgada a Carta de fundação da cidade de Versalles, por Luís XIV da França.

1774 - Francisco de Orduña, em nome do vice-rei do Rio da Prata, toma posse do arquipélago das Malvinas, recuperado pelos espanhóis dos ingleses.

1875 - A Noruega introduz o sistema métrico decimal.

1885 - Morre, Victor Hugo, escritor francês

1895 - Rubén Darío escreve em uma hora e meia sua famosa Marcha triunfal para a noitada patriótica do 25 de maio.

1908 - Os irmãos Wright apresentam seu artefato voador no escritório de patentes norte-americano.

1911 - Portugal adota como tipo ouro o escudo de cem centavos.

1930 - Primeira apresentação de um programa de televisão em um teatro da cidade norte-americana de Schenectady - estado de Nova York.

1933 - A luta em Cuba contra a ditadura do general Machado se torna uma verdadeira guerra civil.

1939 - Alemanha e Itália firmam em Berlim o chamado Pacto do Aço, verdadeira aliança militar entre ambos países.

1949 - Promulgação da Lei Fundamental de Bona, constituição provisória da República Federal Alemã.

1952 - O governo argentino denuncia a existência de um complô para assassinar o presidente Juan Domingo Perón e sua esposa Eva Perón.

1960 - O Grande Terremoto do Chile, o mais potente terremoto já registrado, (9,5 na escala de Richter atinge o sul do país

1977 - Elisabeth Kãseman, militante alemã da Igreja luterana, mártir pela Causa dos pobres, Buenos Aires, Argentina.

1981 - François Mitterrand forma um governo de esquerda na França.

1983 - Graves inundações na Argentina, Brasil e Paraguai.

1988 - Karoly Grosz, primeiro ministro da Hungria se declara partidário da Perestroika.

1990 - Os líderes do Iêmen do Norte, Alí Abdalla Salej, e do Iêmen do Sul, Jaida Abu Baker, proclamam o nascimento da República do Iêmen, após a unificação de ambos os territórios.

1991 - Os presidentes do Líbano, Elías Haraui, e da Síria, Hafez el Assad, firmam em Damasco um histórico Tratado de Irmandade, Cooperação e Colaboração, após o fim da guerra civil.

1992 - A Assembléia Geral da ONU admite como integrantes a Eslovênia, a Croácia e a Bósnia e Herzegovina.

1994 - Alí Salem al Baid é proclamado presidente da nova República Democrática do Iêmen.

1998 -  Na Irlanda do Norte, um acordo de paz é aprovado por católicos e protestantes. Início da Exposição Mundial de 1998 em Lisboa, Portugal.

 

SEMANA DE SOLIDARIEDADE COM OS POVOS DE TODOS OS TERRITÓRIOS COLONIAIS

Leitura do dia - Tg 5, 9-12/ Sl 102/ Mc 10,1-12.

 

As informaçãoes são da :

http://latinoamericana.org

http://pt.wikipedia.org

"É melhor tentar e falhar, do que se preocupar e ver a vida passar;
é melhor tentar ainda que em vão, do que se sentar fazendo nada até o final;
prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder;
prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."
(Martin Luther King)

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