Quero aqui expressar, com todo o respeito, a opinião de uma profissional que pensa que a educação pública de boa qualidade é fundamental para o desenvolvimento do país e que, por isto mesmo, tem orgulho de pertencer ao Quadro do Magistério Estadual Paulista. Tenho 15 anos de trabalho na Escola Pública de São Paulo, 11 dos quais em sala de aula e os últimos 04 na Supervisão de Ensino. Tenho lido com muita apreensão algumas matérias que saem nos jornais e na Revista 'Veja' que, a meu ver, têm colocado a maior parte da responsabilidade dos males da educação nos professores e gestores escolares, sem, contudo, fazer uma reflexão mais profunda sobre esta situação.
Concordo que há um número grande de professores sem condição para assumir
Uma sala de aula. Mas há que se perguntar: por que isto acontece? Se a justificativa do fracasso da educação está neste fato, por que aceitar professores tão mal formados? É Triste pensar que boa parte dos professores é formada em cursos que não preenchem os mínimos requisitos para formar bons professores. Não posso deixar de pensar que isto parece uma política muito bem pensada. Professores mal formados formam mal seus alunos e, por isto mesmo, não têm o direito de receber salários dignos de um bom profissional. Os bons profissionais acabam abandonando a carreira, pois não são valorizados tanto financeiramente, como do ponto de vista social. Nem o estado, nem a sociedade respeitam estes profissionais. E como resgatar o respeito perdido perante a sociedade, se toda campanha que o governo e a mídia em geral fazem por uma educação de qualidade, é uma campanha contra os professores, sempre apontados como os grandes culpados pela situação da escola pública?
No entanto, quando alguns de nós afirmamos que é preciso fiscalizar, com mais firmeza, os cursos para que passem a formar professores competentes, lá vem aquela 'baboseira ideológica' (me desculpe por emprestar sua expressão) de que somos um bando de castristas autoritários. Ninguém reclama quando a
vigilância sanitária fecha um estabelecimento que não segue as mínimas regras - afinal é uma questão de saúde pública. Mas quando falamos da necessidade de fiscalizar as instituições de ensino superior e tomar atitudes firmes contra aquelas que formam mal, é uma gritaria geral. Em uma entrevista à 'Veja' a senhora afirma que 'num mundo ideal' fecharia as faculdades de pedagogia porque seus cursos são 'exclusivamente teóricos, sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas' (Veja, 13/02/2008). Na verdade, senhora secretária, uma boa parte dos cursos são vagos mesmo e os alunos não tem aulas de tipo algum, sejam teóricas, sejam práticas.
Penso que qualquer reforma no ensino básico será infrutífera se não acompanhada de uma reforma profunda nos cursos que formam professores. Outra questão reside nas condições de trabalho. Muito tem se falado no exemplo finlandês, especialmente em matérias da 'Veja'. Convenhamos, nenhuma delas explica muito bem a situação dos professores finlandeses, tão citados como Exemplares. Matéria do 'Washington Post', disponível na Internet (Washingtonpost.com, acesso em fevereiro de 2007) e intitulada 'Focus on Schools Helps Finns Build a Showcase Nation', nos fornece dados que possibilitam ver as diferenças entre as condições de trabalho dos professores daqui e da Finlândia. Neste país, a profissão é valorizada, os professores são respeitados pela sociedade e se orgulham de sua profissão. Quase todos são mestres, no mínimo. Será que se formam em cursos vagos, de fim de semana? Cursos reconhecidos pelo Governo e que cresceram exponencialmente a partir dos anos 90? Aqui
Projetos que favoreçam a aprendizagem. Enfim, são professores-pesquisadores,
Com condições para tal. Aqui, senhora secretária, professor da escola pública é horista e dá até vergonha de dizer quanto vale a hora / aula de um professor. Para compor o salário os OFAs se deslocam de uma escola para outra para completar a carga horária. Muitos efetivos de cargo, para aumentar a renda, acabam acumulando cargo no próprio Estado ou no Município. Isto sem falar naqueles que também atuam em escolas particulares. Em relação a esta questão, outra matéria 'vejiana' afirma que salário não tem relação com qualidade de ensino. Citando a Finlândia, afirma que lá os professores ganham quase o mesmo que a média do salário nacional, enquanto os professores daqui ganham cerca de 50% a mais. Ora, eu gostaria de ganhar um salário igual ao da média nacional, desde que a nossa média nacional fosse igual à da Finlândia. Como os professores de lá, com certeza eu não reclamaria. Como diversos estudos mostram, números são interpretados em função de nossas intenções e visões de mundo. Como educadora e com uma visão diferente da 'vejiana', penso que devemos lutar por um futuro em que a média dos salários daqui possa se comparar à de países que oferecem uma vida mais digna aos seus cidadãos. Aliás, é interessante observar que matéria da própria 'Veja' (Veja São Paulo, de 16/04/2008), mostra que salário tem sim relação com a qualidade de ensino. A matéria nos informa que a média dos salários dos professores das 10 melhores escolas no ENEM 2007 é de R$6.000,00. Há professores que recebem mais de R$ 9.000,00. São professores bem formados, valorizados e com dedicação exclusiva. Sei das dificuldades de se arcar com custos de salários tão altos para os professores das escolas públicas, mas dizer que ganhamos bem e que reclamamos à toa beira é brincadeira de mau gosto, para não dizer que parece um discurso ensaiado e de má fé.
Voltando à Finlândia, lá o sistema é 'rich in staff', como é afirmado na matéria do 'Washington Post'. Há funcionários, psicólogos e especialistas em crianças com necessidades especiais. Já aqui... Lá o sistema seleciona os melhores professores, pois os valoriza. Aqui o sistema contrata professores mal formados exatamente porque não os valoriza. Só quando os professores forem profissionais bem formados, receberem salários dignos de sua profissão e forem respeitados enquanto profissionais é que o Estado terá condições de exigir resultados. Aí sim poderá avaliar e até mesmo criar mecanismos para excluir aqueles professores que não tenham compromisso em sua profissão, tal como na Finlândia ou nas escolas particulares. Do contrário, as avaliações só continuarão a mostrar o fracasso do sistema.
Penso ser urgente pensar nestas questões, pois não adianta cobrar melhora nos resultados de aprendizagem se não há um sistema de contratação de profissionais bem formados, sejam professores, sejam gestores. Concordo que
o problema da má qualidade de ensino não se resolverá apenas com aumento de salário dos professores. Mas os profissionais da educação pública precisam ter seus salários revistos.
Repito: sei das dificuldades de o Estado arcar com uma folha de pagamento alta como das escolas particulares, mas nosso salário está vergonhoso e não acredito que o governo do Estado mais rico da federação não poderia oferecer um pouco mais. Há também outros problemas que precisam ser enfrentados, de fato. Acho no mínimo preocupante quando a senhora afirma, em uma das reportagens (Folha de São Paulo, 25/02/2008), quando questionada sobre as falhas dos governos tucanos' (Covas, Alckmin), que prefere dizer que os problemas atuais são estruturais. Não são falhas de um governo que está aí há anos, não é questão de incompetência. São questões estruturais. No entanto, quando dizemos que muitos dos problemas da escola pública são estruturais (salários baixos, lotação, prédios horrorosos, lousas caindo aos pedaços, falta de laboratórios, violência, indisciplina, etc.) ouvimos que isto é reclamação sem fundamento; que é só saber bem o conteúdo e boas técnicas didático-metodológicas que tudo se resolveria (isto fica bem claro quando lemos o 'Caderno do Gestor' que acompanha a nova 'Proposta Curricular'). Mas quando questionada em uma das reportagens sobre as condições das escolas, a senhora diz que o governo faz o que pode, manda verbas, mas à noite a escola é invadida e roubam os fios. Isto não é contraditório? O governo tem desculpas, não é sua culpa, é da estrutura e dos vândalos que invadem a escola. Agora, quando um professor tem que enfrentar uma classe lotada, sem a mínima estrutura ele tem que se virar.
Não tem desculpas... Em outras palavras: todas as falhas dos governos passados não são falhas ou questão de incompetência, são problemas de estrutura. Mas quando os professores dizem que a estrutura atual do sistema de ensino contribui muito para o fracasso escolar, o governo diz que isto é desculpa, que é 'baboseira ideológica', e que basta ser competente e saber o conteúdo que tudo se resolverá. Voltando à tão citada Finlândia, fica claro que lá os professores são competentes, como se afirma, porque bem formados,
valorizados e com condições estruturais bem melhores que as que temos no Estado de São Paulo.
Portanto, falar em qualidade em salas lotadas, sem condições estruturais satisfatórias e sem professores bem formados (bem diferente do tão falado sistema finlandês), é falar para 'inglês ouvir'. Em suma, uma educação de qualidade reside no tripé salários dignos, condições de trabalho e compromisso profissional. Só quando o Estado pagar salários dignos e fornecer condições para os professores e gestores desenvolverem seu trabalho, poderá selecionar os melhores e até mesmo criar formas de excluir aqueles que não tenham compromisso. Em tempo, senhora secretária: fiz mestrado e doutorado e não ganho o salário que estão dizendo por aí que eu ganho. Muitos de meus colegas me perguntam por que ainda estou na educação
pública ganhando um salário tão baixo que não condiz com a minha formação. Respondo que escolhi isto por acreditar que estou exercendo uma profissão chave para um país que deseja um futuro mais digno; que ainda acredito na educação e que, sim, tenho um compromisso ideológico com a escola pública. Mas a seguir sua visão e a visão 'vejiana' de educação, senhora secretária, isto deve ser mais uma das minhas 'baboseiras ideológicas'.
Profª Drª Clarete - Supervisora de Ensino
Caro Sr. Adilson:
Obrigado pelos seus comentários, que estou encaminhando parao colunista para que ele lhe responda. A coluna transmite a opinião individual dele, não do jornal. A minha opinião individual, que transmiti na coluna do ombudsman de ontem, é que a Folha vem cobrindo muito mal a greve dos professores e a situação do ensino público em São Paulo e no Brasil.
Até onde eu sei, nenhuma matéria é paga na Folha, a não ser os informes publicitários devidamente identificados assim.
Um abraço,
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Igreja apóia medida que impede privatização do acesso à água no PR - 18/06/2008 18:27:39 Frei Leonardo Boff, o bispo emérito de Goiás, dom Tomás Balduíno, o arcebispo de Curitiba, dom Moacir Vitti, o bispo diocesano de São José dos Pinhais, dom Ladislau Biernaski, e o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastor Carlos Moller, apóiam a aprovação em primeira votação da Proposta de Emenda Constitucional que determina que o acesso à água seja serviço prestado apenas por empresas públicas.
Fonte: http://www.aenotici |
Na história do cristianismo, cruz e espada estiveram juntas em diversas ocasiões, produzindo resultados trágicos. As Cruzadas Medievais, por exemplo, ocorridas entre 1096 e 1271, foram expedições militarizadas organizadas pelo papado com o objetivo de combater os inimigos do cristianismo e libertar a Terra Santa do domínio muçulmano. Os adeptos das Cruzadas eram identificados com uma cruz vermelha estampada em suas vestes. Na Guerra Santa, muito sangue foi derramado.
No período da colonização do Brasil, o Império trouxe os jesuítas, que se encarregaram de apresentar a cruz cristã aos povos indígenas. Os colonizadores subjugaram os nativos, utilizando o poder político (coroa), o poder religioso (cruz) e o poder militar (espada). O extermínio de indígenas, a exploração e a expropriação de recursos naturais foram incontáveis. Nesse contexto de conquista nasceu a cidade de São Paulo em 1554, juntamente com a implantação da Igreja católica. Em junho de 1908 foi instaurada a Arquidiocese.
Para registrar um século de história, a Arquidiocese realizou diversas atividades. O encerramento das comemorações deu-se com uma celebração solene dia 08 de junho no estádio do Pacaembu. Cerca de 30 mil pessoas compareceram ao evento. A Igreja na metrópole é constituída por múltiplas comunidades, pastorais, organismos, movimentos, grupos, etc. Contudo, isso praticamente não foi considerado.
O grande destaque da celebração ficou por conta dos Arautos do Evangelho, numa clássica demonstração das tendências conservadoras que emergem cada vez mais fortes. Cerca de 8 mil Arautos (homens e mulheres de todas as idades) armaram trincheira em volta do campo, no altar e nas arquibancadas. Posicionaram-
Os Arautos do Evangelho são uma associação religiosa privada, dissidente da TFP (Tradição, Família e Propriedade)
Não por acaso, com esta marca emblemática foram convidados a carregar de forma olímpica a imagem de São Paulo. Com pompa e incenso, o santo – tendo a espada do seu martírio na mão – foi entronizado como patrono da Arquidiocese. Ao mesmo tempo, Santa Ana, mulher quase invisível do Antigo Testamento, até agora patrona da Arquidiocese foi, automaticamente “destronada”. Nem lhe foi concedido ficar ao lado do homem São Paulo para a honra dos altares.
Aquilo que era para ser uma celebração da vida da Igreja – que sempre evangelizou entre luzes e sombras – tornou-se um evento de holofote único, típico da sociedade do espetáculo. A ordem, a disciplina e o formalismo foram ressaltados sob a força do poder simbólico. É lamentável que um ato religioso com o objetivo de fazer memória do centenário tenha acabado por dar tanta visibilidade a um único grupo surgido há apenas 6 anos.
A forte carga triunfalista e ritualista praticamente ignorou todo o trabalho pastoral realizado nas comunidades e paróquias da cidade. As Comunidades Eclesiais de Base, os mártires da caminhada, os grupos de Direitos Humanos, os povos indígenas e afro-descendentes sequer foram mencionados. Muito se exaltou a hierarquia e as autoridades civis e militares. Associando o triunfalismo eclesial com o “militarismo da fé”, reforçou-se um modelo de Igreja piramidal, distante do conceito de Igreja Povo de Deus tão caro ao Concílio Vaticano II. A menção aos pobres, tratados como “pobrezinhos” ficou restrita à coleta para a construção de um templo religioso na Favela de Heliópolis.
Esperávamos uma celebração que contemplasse todas as forças vivas da Igreja; que comemorasse de maneira ampla a histórica caminhada do povo católico; que retratasse as contraditórias realidades desta cidade, onde, mesmo assim, Deus habita. Que revelasse a Igreja inserida na sociedade plural, com vocação e missão profética. Uma Igreja com opção preferencial pelos pobres. Uma Igreja discípula missionária comprometida com a construção de um mundo justo e solidário, sinal do Reino de Deus.
Em última análise, o ato dá sustentação à lógica neoliberal. Como afirmava Marx, hoje vivemos uma "guerra de todos contra todos", caracterizada pelo modo capitalista de produção e pelo individualismo crescente. Do mesmo modo que o sistema assume novas formas e adota novas estratégias, a espada se moderniza e reconfigura. Porém, o saldo é sempre danoso: dominação, exclusão, violência e morte. É preciso reafirmar: nosso inimigo maior são os totalitarismos e fundamentalismos. Esse pensamento único atinge as estruturas sociais, econômicas, culturais, religiosas etc. É perverso, muitas vezes fazendo questão de se legitimar pela via do sagrado.
E os fiéis presentes no Pacaembu? Em geral, rezaram, festejaram, ouviram tudo e comungaram o Corpo e Sangue de Cristo. Foram motivados a vivenciar com renovada esperança o início do segundo centenário. Muitos também saíram frustrados com o modelo eclesial apresentado, uma vez que nem mesmo esteve sintonizado com a mensagem enviada pelo Papa: “Possa esta significativa celebração animar todas as forças vivas desta Igreja local para um marcante protagonismo evangelizador”. Ocorre que a militarização da fé e a privatização religiosa não condizem com o verdadeiro sentido do cristianismo, nem com uma Igreja que deseja viver a comunhão e participação.
Jaime Carlos Patias, mestre em Comunicação.

"Seu Jamelão, posso lhe dar um beijo na bochecha?" De uma fã, na saída do show do Canecão, no Rio, para o cantor Jamelão (citada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo)
"Não! Não sei onde você andou com essa boca!"
Jamelão, o cantor mangueirense conhecido pelo mau humor
"Há quem goste das magras e há quem goste das gordas. Eu gosto de todas."
Jamelão, sobre Gisele Bündchen - Revista Veja, 2 de julho de 2005
"Não sou puxador. Não puxo carro, não puxo droga, nem puxo saco de ninguém. Eu sou é intérprete de samba-enredo!"
Declaração de Jamelão que fez com que os intérpretes das escolas de samba deixassem de ser denominados "puxadores"
“Já vivi muito, estou no lucro. Quero é que o mundo acabe em melado para eu morrer doce”
Jamelão, 91 anos, intérprete de samba da Mangueira
Fonte: Revista Isto É! de 28/12/2005
Jamelão, pseudônimo de José Bispo Clementino dos Santos (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913) é um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira
Nasceu no bairro de São Cristóvão e depois se mudou com os pais para o Engenho Novo, onde passou a maior parte de sua juventude. Foi lá que começou a trabalhar para ajudar a sustentar a família com sua irmã e mais dois irmãos, pois seu pai havia se separado de sua mãe. Daí começou sua paixão pela Mangueira onde foi levado por um amigo mais que músico um artista.
Trabalhou numa fábrica de borracha também no Engenho Novo, e ali começou a sair na noite com um outro amigo e a conhecer muitas músicas num lugar chamado "Eldorado" aonde começou a se envolver na música e a cantá-la.
Foi "corista" de Francisco Alves e numa noite tomou o lugar do mesmo para defender a canção de Herivelto Martins. Sua primeira gravadora foi a Odeon e depois a Companhia brasileira de discos.
Em 1960 lançou várias músicas de sua autoria e de sua mulher Ferreira Santos, principalmente com a música "Fechei a porta", que fez muito sucesso. Em Itapoã na Bahia, juntamente com um amigo acabaram se encontraram com outro e eles lhe deram algumas idéias, daí ficou com uma canção na cabeça, e voltando ao Rio de Janeiro armou uma música "Quem samba fica" em homenagem aquela viagem a Bahia
Regravou samba-canção de Ari Barroso, "Folha morta", e acabou fazendo um novo disco a pedido de Braguinha. Com Lupicínio Rodrigues gravou dois discos, principalmente com a música "Nunca".
A partir de 1950 fez vários samdas-enredos para a Mangueira, o que faz até hoje, mas três músicas em especial são para Jamelão os melhores samba-enredos da escola de samba, "Cântico a Natureza", "o mundo encantado de Monteiro Lobato" e "Caymi mostra ao mundo o que a Magueira tem".
COMITÊ ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
Fórum de natureza consultiva e propositiva, instância estadual vinculada ao Comitê Nacional de Educação
CONVOCAÇÃO
O Comitê Estadual de Educação
Segue a pauta:
Power-Point Sobre Direitos Humanos Em Educação;
Breve Avaliação da 1ª Audiência Publica de Embu das Artes;
Agenda das Próximas Audiências;
Eleição da Executiva do CEEDH-SP.
Sem mais,
Fiori Gigliotti (Barra Bonita, 27 de setembro de 1928 — São Paulo, 8 de junho de 2006) foi um radialista e locutor esportivo brasileiro.
Em sua longa carreira, Fiori Gigliotti narrou partidas de dez Copas do Mundo de futebol, mas sempre dizia que o maior jogo a qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinetal de 1962. Em declaração recente, contou um entrevero que teve com o técnico Telê Santana na Copa do Mundo de 1982. Fiori teria cobrado o treinador pelo fato dele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê teria respondido que o locutor já estava velho.
Celebrizou frases como "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa..." (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Agüenta coração!", "Crepúsculo de jogo" e "Torcida brasileira".
Recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 nas rádios: Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana, Rádio Tupi e Rádio Record. Atualmente estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital, de São Paulo.
No fim de 2005 recebeu a "Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico" da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse: "Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver".
Fiori escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.
Na partida de estréia da Copa do Mundo de 2006, em homenagem ao "mestre Fiori", um dia após sua morte, Galvão Bueno iniciou a transmissão, pela TV Globo, com a inesquecível frase do grande Fiori, "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo".
08 de junho na história
68 - Galba é declarado imperador pelo Senado romano.
452 - Átila invade a Itália.
536 - São Silvério se torna Papa (data provável).
570 - Em Meca é fundado o Islã.
1191 - Ricardo Coração de Leão chega a Terra Santa para sua cruzada.
1624 - Um terremoto atinge o Peru.
1706 – Uma carta régia ordena sequestrar a primeira tipografia do Brasil, instalada em Recife.
1769 - Alvará que cria uma fábrica de louça fina em Lisboa.
1868 - O barco Le Puebla é o primeiro a utilizar petróleo como combustível para a navegação a vapor, no Rio Sena.
1883 - Convenção de Marsa. A França reafirma as cláusulas do Tratado do Bardo e o seu protectorado sobre a Tunísia.
1887 - Patenteado o sistema de leitura de cartões criado por Herman Hollerith.
1917 - I Guerra Mundial: tropas dos Estados Unidos da América desembarcam em Liverpool.
1928 - Inicia em Genebra a Conferência Internacional do Trabalho.
1941 - II Guerra Mundial: tropas francesas e britânicas invadem a Síria.
1949 - Lançado o livro 1984 (livro) de George Orwell.
1959 - Realizada a primeira (e única) entrega do míssil-correio.
1968 - James Earl Ray é preso pelo assassinato de Martin Luther King Jr.
1982 - Um avião Boeing 727 que fazia o Vôo VASP 168 colide com uma colina pouco antes de pousar em Fortaleza.
1982 – Luis Dalle, bispo de Ayaviri, Peru, ameaçado de morte pela sua opção pelos pobres, morre em “acidente” provocado nunca esclarecido.
1986 - Kurt Waldheim, ex-Secretário-geral das Nações Unidas, é eleito presidente da Áustria.
1992 - É celebrado o primeiro Dia Mundial dos Oceanos coincidindo com a ECO-92 que ocorria no Rio de Janeiro.
2004 - Ocorre o primeiro Trânsito de Vênus pelo Sol do milênio.
2006 - Morre Fiori Gigliotti, radialista esportivo brasileiro (n. 1928),
2007 - Ocorre o 28º lançamento do ônibus espacial Atlantis.
Dia Mundial dos Oceanos.
Dia do Citricultor - Evento brasileiro.
Leitura do dia – Os 6,3-6/ Sl 49/ Rm 4, 18-25/ Mt 9, 9-13.
As informaçãoes são da : http://latinoamericana.org
"É melhor tentar e falhar, do que se preocupar e ver a vida passar;
é melhor tentar ainda que em vão, do que se sentar fazendo nada até o final;
prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder;
prefiro ser feliz embora louco, que
prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."
(Martin Luther King)
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