O DESASTRE NA EDUCAÇÃO PAULISTA
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/28/o-desastre-na-educacao-paulista/
Classificação: 
Novos ricos da gestão Em São Paulo, Maria Helena parecia uma nova rica da gestão, desses que dominam algumas técnicas e se julgam acima dos mortais comuns. Qualquer gestor eficiente sabe que o ponto central de todo programa é a área de recursos humanos, é a montagem de um modelo, o convite para as pessoas aderirem, a compreensão para as dificuldades iniciais de adaptação. É conquistar corações e mentes para o novo modelo. Como São Paulo não tem modelo de gestão e o governo José Serra tende a considerar qualquer resistência do funcionalismo como boicote, deixou-se a Secretária à solta. E uma bandeira relevante - o da avaliação e da meritocracia - tornou-se um trambolho, devido à soma mortal de amadorismo e arrogância. Montou-se um modelo que deveria premiar melhorias incrementais nas escolas. Não se deveria comparar simplesmente uma escola com outra, justamente devido ao fato de estarem em ambientes não homogêneos. Sendo assim, as melhores escolas continuariam sendo sempre as melhores e as piores, mesmo melhorando, não teriam incentivo para permaneceram na trilha do aprimoramento. Estava correto. Qual a saída desses gênios da gestão? Decidiu-se que a premiação (e respectivos bônus de desempenho) seria apenas para melhorias. Conclusão, como é mais fácil melhorar as piores, estas foram premiadas. Como não sabiam como é difícil manter graus de excelência, as melhores escolas, que conservaram sua qualidade, foram punidas, nada ganharam, porque não melhoraram o que já era bom. Com isso, o modelo Serra de modernização da gestão na educação conseguiu colocar contra si seus principais aliados: as escolas que eram modelo de excelência. Além disso resultado absoluto foi decepcionante, dando continuidade à sequência de secretários da educação que estão desmantelando o ensino paulista.
Escrito por Adilson Ferreira dos Santos às 00:25:20




Leia este blog no seu celular